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Nicolau Saião
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Um poema, NATAL, com Boas Festas para todos!

 NATAL 18 Quem fala de Natal perde palavrasà entrada do Inverno, na secura dos diasno vasto frio das noites, tão lúcidas e antigastão de infância e de Agosto. O fogomisturado: árvores, luzes, fantasmase as doces mãos das Avós. E aindaum postal velho velho cheio de vento e de memórias. Quem fala de Natal perde palavras, ganhae perde as demais coisas que as palavras edificam. “Quem grita no Natal? E Deusnão os fulmina? “. Quem mergulha os seus pulsosna fria água do rio?  Com seus chapéus à…Ver mais...
4 Dez
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Um poema de "Escrita e o seu contrário", de NS

                        ARS MAGNA A arte contemporânea – ou seja, a que com independência de espírito se estabelece como tal - tem o selo de quem ama de facto os traços, as cores e as inflexões matéricas que nela se contêm e, por isso, os cria fogosa ou serenamente.  (Aqui um esboço de Beckman ou de Lyle Carbajal ou mesmo uma aguarela incompleta de Cézanne ou até uma folha semi-queimada semi-rasgada de Wolfli, o que no seu quarto do manicómio onde residiu uma vintena de anos, acendia velas de…Ver mais...
11 Nov
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Um poema, LUA, do livro "Os objectos inquietantes"

LUA Há palavras que toda a gente conheceque são quase comuns a todas as pessoasPalavras propagadas através da geladasuperfície dos números e dos temposque nos cercam com o seu peso imagináriode coisas construídas. Por vezes um cadáver entre as pontesjustifica a grande evidência. Pensemos na palavra Lua por exemplo.Não há ninguém que não saiba o que é a Lua.Por presença constante em todos os espaçosparalela ao ser dos seres e dos signosde aqui até ao infinitoa olhamos de verbo a verbo.Mas…Ver mais...
9 Out
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Um poema de Jules Morot, grande poeta francês

MOZARTLêem-se os gregos suecos, alemães ou a doce língua de não sei quantos de não sei que imóvel pedaço de página claves de sol talvez o latim o alano o islandês e é sempre a mesma música sempre como um veio numa flor grossa obscena Diz um um alfinete diz outro um parafuso pois sim uma fina difusa coisinha semimorta semi-deitada semi-cerrada uma inteligente coisa muda maior que um tiro na orelha pois não uma espécie de porta de dor discreta.Meu bom senhor olhai nos prados nas tabernas nos…Ver mais...
2 Out
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ÁRVORE - Um poema do livro "Os objectos inquietantes"

ÁRVORE Gostava de ter árvores como alguns têm flores.Árvores, muitas árvores: laranjeiras, pinheiros, uma oliveira ao pédo mar, se eu tivesse uma casa a sotavento das dunascomo as que se adivinham em certos quadros de Cézannese a luz é muito clara e permanececom velhos nomes gregos que não sei.Nespereiras, limoeiros, uma que outra ameixoeiraparecendo, vistas de longe, serde uma substância estranha e desconhecida.Não me importava, até, de em tardes de calorter dentro do meu quarto um abrunheiro…Ver mais...
26 Set
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21 Set
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CRÓNICAS TEMPORAIS

CRÓNICAS TEMPORAIS              “ Para que o Mal prospere basta que os homens bons não façam nada”                                                                                              Edmund BurkeVolta Abranhos, estás perdoado!    O tristemente célebre conde de Abranhos, inesquecível figura de melífluo malandreco que Eça desenhou com ironia e propriedade de estilo a partir de perfis da sociedade do seu tempo, deve decerto a esta altura do campeonato – como usa dizer-se – andar a…Ver mais...
17 Set
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Apresentando Um poeta luso de qualidade - João Garção

AGUARELA Na minha terra, quando eu era pequenohavia montanhas altas com bosques e recantospelo menos um Oceano com piratas e segredose muitas outras coisas que se transfiguravam Os heróis eram altos, atléticos, usavam duas corese parece que havia uns outros sobrados da Grande Guerra A velhota gorda que vendia castanhas no largo do Rossiopertencia a uma misteriosa quadrilha francesafalava alto, tratava os fregueses pelo nomeaparecia e desaparecia consoante era Inverno ou Verão No dia de Santos o…Ver mais...
13 Set
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Prefácio de Jules Morot ao livro de NS "Alguns poemas de Escrita e o seu Contrário"

E DEPOIS EU ESCREVI     Às vezes é fácil olhar em volta e ver o quê? Talvez tudo, talvez nada. O grande e sonoro mundo das existências desesperadas, prazenteiras ou sujeitas à confirmação dos momentos de angústia. Aquilo que, não sem certa dose de ingenuidade, se costuma convocar sob o nome de quotidiano.    Então, por vezes, aparece a escrita. As escritas, porque aqui trata-se de existir em diversos tons.  Mas de que falo eu? Desse excelente amigo um pouco amável, um pouco cínico, que nos…Ver mais...
10 Set
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Arsénio, um pintor de Portalegre

RECORDANDO…Arsénio da Ressurreição (1901-1991), um pintor de Portalegre                          Referiu um dia André Gide: “Já se disse tudo, mas como as pessoas se estão sempre a esquecer é preciso recomeçar”.   Recomecemos então, dizendo que a pintura não é nem ilustração de coisas que se tinham por reais, como sustentavam certos contemporâneos de Cézanne, nem um sublinhar de conceitos acatitando o Estado ou os interesses de camarilhas – como pretendiam os estalinistas e seus avatares…Ver mais...
6 Set
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Um Poema do livro "Os objectos inquietantes"

MUNDO                          ao sr. engº Paul Decoeur (Fulcanelli) A princípio não sabese pensas que sabesA seguir sabese pensas que não sabesNo fim nada sabes e é então que tudo sabes.Ainda que nadate fite no rostonão há grau nem postoao longo da Estradaque não seja gostovirado ao desgostona luz ainda errada.Escada anti-rostoestrada destroçada.Ou altivo cãoluminoso e vivono espaço votivodesde o céu ao chão.Campo mais que ardidoestepe ou sertão.Barca sem oceanoaté ao minutoda hora subidano…Ver mais...
12 Jul
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Um artigo do livro "AS VOZES AUSENTES"

O OLIMPO JÁ ESTÁ A ARDER?     Suponhamos, não por traquinice mas muito a sério, que numa quinta-feira um artefacto voador alienígena (um dos chamados, na Bíblia, “glória do Senhor” e, nos anais quíchuas, “serpentes voadoras” devido à forma alongada da sua fuselagem), por isto ou por aquilo pousava num arrabalde de Santarém, de  Lamego, ou mesmo na Buraca ou em Linda-a-Pastora e, enquanto os seus tripulantes tratavam dos seus afazeres localizados, eram avistados durante quarenta e oito minutos…Ver mais...
30 Jun
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23 Jun
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Um Poema do livro "Os objectos inquietantes"

AS COISAS As coisas multiplicam-semuito mais que as pessoas. Só elaspossuem o segredo de tranquilamente jazerentre as ervas, as águas, as ruínasausentes e presentes. A sua peleé mais fina que a casca dos minutose contudo, sob o lume e o ventosob a terra em que os passos já não soamou no deserto violento das palavrasas coisas repousamou, subitamente iluminadasgritam e falam-nos com movimentos gravesadejando como estranhos pássaros nocturnosou como trémulos animais interditos. As coisassofremelas…Ver mais...
23 Jun
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Um Poema do livro "Os objectos inquietantes" - CHAPÉU

CHAPÉUServe para quase tudo: para honrar, desonraros planetas, as putas, os homens. Como uma alma disforme, já foi vistoesmagado sob o cu de uma duquesasentada num canapé, distantee distraída. Como a luz, também podeser uma figura de retórica.Levou tiros, rolouno pó dos pátios, entroubrutal nas sinagogas; e é sempre um elementocombinado, compostode círculos e recordações. Às vezestira-se o chapéu se a carteira não presta.Nunca se concluiuse verdadeiramente foge às responsabilidades: contudoé…Ver mais...
17 Jun

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Um poema, NATAL, com Boas Festas para todos!

Postado em 4 dezembro 2018 às 14:40 0 Comentários

 NATAL 18

 

Quem fala de Natal perde palavras

à entrada do Inverno, na secura dos dias

no vasto frio das noites, tão lúcidas e antigas

tão de infância e de Agosto. O fogo

misturado: árvores, luzes, fantasmas

e as doces mãos das Avós. E ainda

um postal velho velho cheio de vento e de memórias.

 

Quem fala de Natal perde palavras, ganha

e perde as demais coisas que as palavras edificam.

 

“Quem grita…

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Um poema de "Escrita e o seu contrário", de NS

Postado em 11 novembro 2018 às 13:48 0 Comentários

                        ARS MAGNA

 

A arte

 contemporânea – ou seja, a que com independência

 de espírito se estabelece como tal - tem

 o selo de quem ama de facto os traços, as cores e as

 inflexões matéricas que nela se contêm

 e, por isso, os cria fogosa ou serenamente.

 

 (Aqui um esboço

 de Beckman ou

 de Lyle Carbajal ou mesmo

 uma aguarela incompleta de Cézanne

 ou até uma folha…

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Um poema, LUA, do livro "Os objectos inquietantes"

Postado em 9 outubro 2018 às 16:31 0 Comentários

LUA

 

Há palavras que toda a gente conhece

que são quase comuns a todas as pessoas

Palavras propagadas através da gelada

superfície dos números e dos tempos

que nos cercam com o seu peso imaginário

de coisas construídas.

 

Por vezes um cadáver entre as pontes

justifica a grande evidência.

 

Pensemos na palavra Lua por exemplo.

Não há ninguém que não saiba o que é a Lua.

Por presença constante…

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Um poema de Jules Morot, grande poeta francês

Postado em 2 outubro 2018 às 12:51 0 Comentários

MOZART

Lêem-se os gregos

suecos, alemães

ou a doce língua

de não sei quantos

de não sei que imóvel pedaço de página

claves de sol

talvez o latim o alano o islandês

e é sempre a mesma música

sempre como um veio numa flor grossa obscena

Diz um um alfinete diz outro

um parafuso

pois sim

uma fina difusa coisinha semimorta

semi-deitada

semi-cerrada

uma inteligente…

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Às 2:09 em 14 maio 2018, Alexandria Guer disse...

Olá

Eu sou Tidiane Ndiaye. Eu passei pelo seu perfil e gostaria de discutir algo confidencial com você.
Estou entrando em contato com você em relação ao seu sobrenome. Tenho algo muito importante para
divulgar para você, você poderia por favor voltar através do meu e-mail:
(rendezvous9990@gmail.com) para os detalhes completos
Tenha um bom dia.
Tidiane Ndiaye

 
 
 

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