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Todas as mensagens do blog (7,255)

Um Poema do livro "Os objectos inquietantes"

AS COISAS

 

As coisas multiplicam-se

muito mais que as pessoas. Só elas

possuem o segredo de tranquilamente jazer

entre as ervas, as águas, as ruínas

ausentes e presentes. A sua pele

é mais fina que a casca dos minutos

e contudo, sob o lume e o vento

sob a terra em que os passos já não soam

ou no deserto violento das palavras

as coisas repousam

ou, subitamente iluminadas

gritam e falam-nos com…

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Adicionado por Nicolau Saião em 23 junho 2018 às 13:03 — Sem comentários

INTENSOS INSTANTES

 

Sabe daqueles dias que mais parecem madrugadas,

fascinantemente intensas e inteiras?

E o poeta caminha, caminha,

em busca do que vai acontecer,

mesmo não querendo saber do que precisa conhecer,

apenas para o seu superego poético…

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Adicionado por EDSON RIOS em 22 junho 2018 às 2:23 — Sem comentários

Um Poema do livro "Os objectos inquietantes" - CHAPÉU

CHAPÉU

Serve para quase tudo: para honrar, desonrar

os planetas, as putas, os homens.

 

Como uma alma disforme, já foi visto

esmagado sob o cu de uma duquesa

sentada num canapé, distante

e distraída. Como a luz, também pode

ser uma figura de retórica.

Levou tiros, rolou

no pó dos pátios, entrou

brutal nas sinagogas; e é sempre um elemento

combinado, composto

de círculos e recordações. Às…

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Adicionado por Nicolau Saião em 17 junho 2018 às 14:39 — Sem comentários

POEMA DESLUMBRAMENTO E FÉ

DESLUMBRAMENTO E FÉ

Deslumbramento e fé

Foi assim a conquista,

A conquista da Mizé

Amor que se mantém,

Que se manterá de pé,

Eternamente…

Eternamente… Como é!

Deslumbramento e fé

Amor que se mantém:

- A conquista da…

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Adicionado por Daniel Cordeiro Costa em 17 junho 2018 às 12:15 — Sem comentários

Perturbação da Cidadania

O mundo em geral, e Portugal em particular, têm atravessado crises que, para alguns teóricos dos setores: económico e financeiro, são muito graves e comparáveis a outras situações ocorridas há várias décadas, concretamente à de 1929-30. Grandes empresas industriais, comerciais, da banca e dos serviços, confrontam-se com a possibilidade de fortes retrações dos mercados, diminuição do poder de compra dos cidadãos, falta de liquidez, respetivamente, e ainda o desemprego, para além da deplorável…

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Adicionado por Diamantino Lourenço R. Bártolo em 16 junho 2018 às 9:07 — Sem comentários

INCERTEZAS

 INCERTEZAS

 

 Se encontra o que procura, não se satisfaz

Continua a busca até perder-se 

No caminho traçado.

Perdido em suas contradições.

Agarra-se   a um futuro incerto…

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Adicionado por VERA LUCIA CALZA em 12 junho 2018 às 23:55 — Sem comentários

MEUS PERSONAGENS

                             

                 MEUS PERSONAGENS

             

               Meus  personagens são livres

               Não se moldam em vigas retas

               Boas ou más  devem  ter sentimentos   

               Sem a  frieza do texto científico

               Ou a objetividade   previsível

 

              Eu as quero falantes…

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Adicionado por VERA LUCIA CALZA em 12 junho 2018 às 23:27 — Sem comentários

DEUS

                         

DEUS

EU O CHAMO DE MEU

Você , de seu

Ele nos chama,filhos.

Adicionado por VERA LUCIA CALZA em 12 junho 2018 às 23:12 — Sem comentários

TEMPO CONFUSO

                       

S o  fim não chegou

É o começo

Em andamento

Adicionado por VERA LUCIA CALZA em 12 junho 2018 às 23:06 — Sem comentários

O ATREVIDO

Espelho insolente

Se há disfarces

Logo desmente

Adicionado por VERA LUCIA CALZA em 12 junho 2018 às 23:04 — Sem comentários

o fio

A  andorinha

Dorme no fio positivo

Ou negativo ?

Adicionado por VERA LUCIA CALZA em 12 junho 2018 às 19:48 — Sem comentários

A GENTE SE ACOSTUMA

A    GENTE SE ACOSTUMA                                      

 

A gente se acostuma

A ensinar mais que aprender

A  falar mais do que ouvir

A julgar mais que entender

Que não há mais o que fazer.

 

A gente se acostumar a querer

Mas  não luta o suficiente

Para conquistar  o que quer

A gente se acostuma a fingir

Que ama sem amar

 

A gente se acostuma  a uma rotina

Sem pensar que os…

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Adicionado por VERA LUCIA CALZA em 12 junho 2018 às 19:37 — Sem comentários

ELOGIO DO CRETINO - Dedicado a todos os palonços d'aquém e d'além mar

ELOGIO DO CRETINO

 

Devo dizer

que gosto de cretinos. Não, garanto que não é por piedade

mas por apreço convicto. Talvez com uma pontinha de malícia

mas sem acinte nem ferrete. Uma (como dizer?) maneira

de tímida ternura.

Afinal - não é verdade?- o cretino

é uma espécie humanóide altamente meritória

e multifacetada: vive connosco à mão de semear, conhecemo-lo

das ruas, vemo-lo

na TV, lemo-lo nos jornais… Ele…

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Adicionado por Nicolau Saião em 11 junho 2018 às 13:56 — Sem comentários

Portugal. Camões. Diáspora

Vivenciar, todos os anos, nomes, eventos e a diáspora portuguesa, que em cada “Dez de junho” ocorre em Portugal e, com orgulho, e sem falsa vaidade, um pouco por todo o mundo, porque em cada país deste Planeta, é relativamente fácil encontrar um Português, e/ou, no mínimo, um luso-descendente, que muito nos honra e nos torna, realmente, grandes, constitui um orgulho sadio nacional.

Uma longa e extraordinária História é um dos traços mais fortes de Portugal, a par de uma estabilidade…

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Adicionado por Diamantino Lourenço R. Bártolo em 9 junho 2018 às 14:21 — Sem comentários

POEMA A SAGA DO JULIÃO

A SAGA DO JULIÃO

A saga do Julião

Aconteceu no século,

No século passado

No mundo, do outro,

Do outro lado

Nascia a alvorada

Julião aparecia,

Aparecia enfiado

Como que desconfiado,

De enxada e garrafão.

Só à noite…

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Adicionado por Daniel Cordeiro Costa em 6 junho 2018 às 9:56 — Sem comentários

HOJE NO TRIPLOV, a maior página cultura portuguesa, um texto meu de esclarecimento

EU ERA SÓ P’RA DIZER...

 

 O SURREALISMO EM JEITO DE VAUDEVILLE…ESTATAL

  Conforme se pôde ler no diário “Observador”, foi há um par de dias inaugurado, em Famalicão, o denominado “Museu do Surrealismo”, na dependência e por manejo – dizem-me que luzido e competentemente afeiçoado – da Fundação Cupertino de Miranda, entidade que já terá, como é voz corrente, articulado outras andanças que ao surrealismo dizem parte.

  A sessão, além de dois protagonistas da…

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Adicionado por Nicolau Saião em 4 junho 2018 às 21:22 — Sem comentários

POEMA O TERREIRO E A CAPELA

O TERREIRO E A CAPELA

O terreiro e a capela

Ao terreiro a atraí,

Atraí numa olhadela

A orada, mirar sei,

Sei rezar, eu e ela

O brilhante olhar fixei,

Pureza faiscante, bela!...

Pelo nosso amor rezei

Eternamente… eternamente,

Seu amor…

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Adicionado por Daniel Cordeiro Costa em 2 junho 2018 às 16:12 — Sem comentários

Um Conto do livro "O PINCEL HONESTO"

ANÍBAL E AS MOSCAS FILÓSOFAS

 

   Estava há sete semanas naquele quarto de hospital e principiava a chatear-se.

   Todos o tratavam muito bem - alguém lhe emprestara mesmo uma telefonia – mas o certo é que começava a sentir-se ligeiramente aborrecido.

   Não era que a enfermeira não lhe trouxesse a comida quentinha a horas certas, nem que o dr.Varela lhe faltasse com a sabedoria médica. Não. Toda a gente era realmente muito simpática, mas ele principiava a ficar…

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Adicionado por Nicolau Saião em 31 maio 2018 às 14:21 — Sem comentários

A Criança no Mundo Hodierno

Se as pessoas adultas são consideradas como um dos mais valiosos e rentáveis recursos naturais, ao serviço de quase todos em geral, e de cada qual em particular, então as crianças são a garantia desses recursos, a reserva mundial, com a vantagem de que ainda poderão ser muito melhores, em todos os sentidos, do que as atuais gerações mais velhas.

As crianças são um tesouro de valor inestimável que, devidamente utilizadas, em todas as suas capacidades, contribuirão para a riqueza das…

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Adicionado por Diamantino Lourenço R. Bártolo em 30 maio 2018 às 15:52 — Sem comentários

Um Poema do livro "Escrita e o seu contrário": MADRUGADA

MADRUGADA

 

No interior a polpa: um nó convulsamente

preso na carne feita para amar

No exterior partículas

tão exactas e puras como um dia. No depois das paredes

nesse ar que se dissipa

nesse negrume fixo e já disperso

- para sempre encontrado -

o clarão que nos une e que nos leva

entre as horas e os tempos, entre vozes que findam.

 

A cor o mundo o nome

eternamente nossos.

             …

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Adicionado por Nicolau Saião em 29 maio 2018 às 11:54 — Sem comentários

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