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SIMPLESMENTE… RAFEIRO!

Olhei o rafeiro… naquele canto enrolado,
E ele para mim olhou… continuando deitado,
Talvez esperando pelo gesto que eu iria fazer…
Se seria com a ideia da sua cabeça afagar,
Ou se me preparava para daquele sítio o enxotar…
Mostrando medo, por não saber o que ia acontecer.

Aproximei-me devagar, e ele logo se alevantou,
Mas o seu rabito, entre as patas traseiras ficou,
Sinal de medo, e de que muita gente o maltratava…
Pois que nesta vida, a vida, já nada está valendo,
E se alguém tinha pena, é porque o via sofrendo,
E porque esse alguém, dos animais ainda gostava.

E eu falei-lhe, e sorri, estendendo a mão devagar,
Dando-lhe a entender de que ainda podia confiar,
Nalgumas pessoas, das que do amor fazem questão…
Porque, na dureza da vida, do amor pouco ficou,
E, como ele, que certamente pontapés já levou,
Muita sorte é cá precisa, até para na vida… se ser cão.

… e o rafeiro, de focinho radiante para mim olhou,
E de contente, correndo, logo para mim saltou,
Lambendo, humildemente, esta minha envelhecida mão.

(J. Carlos – Maio 2014)

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Comentário de J. Carlos em 7 maio 2018 às 15:10

Este é o meu primeiro simples poema... aqui deixado para vós.

Fico esperando a vossa visita e a vossa mensagem.

Fraterno abraço... D'Áquém-Mar.
J. Carlos

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