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Nasci meio esquisita, não me adaptei a religião.

Mamãe queria que eu fosse católica, tentei, fiz até primeira comunhão.

Foi muito bom... Não vivi lá nada de ruim lá, não.

Eu rezava a missa com o padre, fazia leitura com os outros irmãos.

 

No dia da festa da padroeira.

Eu era a cantadeira que anjo apresentava.

Eu nem parecia aquela criança atendada.

Demônia, a filha da costureira.

 

Capetinha foi o apelido que o padre José me deu.

Bom homem... Gostava de mim.

Gostava, ele não existe mais, já morreu.

Hoje vive lá com Deus.

 

As festividades juninas, eram as que eu mais gostava.

Mamãe fazia vestido, comprava um chapéu e meu rosto pintava.

Era lindo de viver! Toda aquela criançada.

Sorrindo, cantando a São João com uma dança sincronizada.

 

Uma hora a gente cresce e resolve escolher.

Escolher o caminho a trilhar, a religião, o time que vai torcer...

A hóstia não faz de ninguém santo.

Nem faz do homem um demônio, se dela ele se abster.

 

Sem Deus ninguém pode ficar.

Mesmo porque, Ele está em todo lugar.

Na flor que desabrocha, no sorriso sincero e no olhar.

Deus também está nas lutas, e em todas as lições que com elas a gente tomar.

 

Aprendi com os evangélicos o quanto Deus é bom, e o homem é mau.

E que o mau é mau, só enquanto o homem deixar.

Aprendi bastante! Vi gente orando, depois xingando

E vi gente xingando para depois orar.

Aprendi bastante, mas resolvi ir andando, não era meu lugar...

 

Fui pra rua, andei pra todo canto.

Uma hora eu estava alegre, outras, era puro desencanto.

Com a água da chuva se misturando com o meu pranto.

Me consolava de vez em quando.

 

Depois amadureci sem perceber.

Entendi que eu era precisava de harmonia.

Comigo, com o próximo, com a poesia.

E com toda inspiração que eu merecer.

 

Obrigada Universo pelo percurso que me deu

Escolhi o meu caminho e veja só, aqui estou eu

Colhendo bem, ou mal, das letras que plantei

Sigo a minha vida, sem querer nem fazer mal a ninguém.

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