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VOCÊ TEM CERTEZA QUE NÃO ATIROU PEDRA NA CRUZ?!

               

            Eu atirei!

            Subentenda-se duas coisas primordialmente!

            Trata-se da cruz com o Cristo nela e segundo, suponhando-se acreditar nos efeitos presentes de um castigo pretérito!

            Dez anos!

            Dez anos não são dez dias; nem dez semanas e nem o muito longo prazo de dez meses!

            É uma década completa!

            Para ser mais preciso: três mil seiscentos e cinqüenta dias; quatrocentos e oitenta e seis semanas, cento e vinte meses; oitenta e sete mil e seiscentas horas e finalmente, trinta e um milhões cento e quatro mil minutos, atuando como coadjuvante. Não ganhei o Oscar pela interpretação e tampouco fui indicado ao Livro dos Recordes o GUINESS BOOK, por ter suportado “Dona Suspeita”!

            “Dona Suspeita?!”

            Sim, suspeita de tudo e de todos a sua volta. Todos em torno estão tramando algo contra sua vida, sua reputação ou para algum membro de sua família.

            A lista dos seus “suspeitos” é grande, narrá-los todos, é praticamente impossível, mas, depois de mim, eis alguns principais coadjuvantes a tentar algo contra si (em sua “cachola”, é claro): o padeiro, o pedreiro, o carteiro, o lixeiro (recuperador de dejetos), o açougueiro, o “bicheiro”, o motorista (do ônibus e da lotação), o taxista, o azulejista, o seminarista, o equilibrista, o cartazista, a overloquista, o ortopedista!

            O feirante, a cartomante, o comerciante, o elefante, o rinoceronte, o anunciante, o alto falante...

            O agricultor, o pesquisar, o beija-flor, o construtor, o doutor, o operador, o selecionador, o empacotador, o computador, o rádio transmissor!

            Por suspeitar de tantos ao mesmo tempo, não tem amigos!

            E durante DEZ LONGOS anos, fui o seu suspeito favorito: “por que você está rindo? Ta vendo o que? Ta olhando o que? Por que ontem você... Por que hoje você... Por que a semana passada você... Por que? Porque e Porquês?” Se repetiram ao longo dos dias, semanas, meses e anos...

            Me caluniou, me repudiou, me amaldiçoou, me estigmatizou, me destratou!

            Ao ir ao banheiro, desconfiada, olhava para todos os lados, com medo: de ser furtada, roubada, seqüestrada, violentada, enganada...

            Por fim, acredito que para ser assim, ela deve ter sido, num passado distante: comprometida, obstruída, proibida, esteve sem saída e o que é mais lógico, diante desse quadro patológico: fora “abduzida!”(nesse caso, conforme o uso comum da palavra, por extra-terrestres).

            A pergunta que não quer calar: como foi possível passar tanto tempo lado a lado, ombreando o mesmo espaço, com alguém que só via (e vê, pois ainda vive) o mal?

            A resposta vem com a ultima frase da música de Don McLean: “I don’t Know!”

            Eu definitivamente, não sei!

             

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